O primeiro contato com a escola é um momento cercado de mistérios. Deparamos com um mundo desconhecido, onde na posição de descobridores vamos gradualmente nos interagindo e fazendo parte daquele lugar, que passa a ser nossa segunda casa.
Na trajetória escolar, passamos por diversos processos de ensino-aprendizagem, construímos amizades e quando os anos se passam e não fazemos mais parte daquele ambiente ficam as lembranças que jamais se apagam.
Nestas minhas lembranças, não poderia me esquecer da professora Odete, professora da disciplina de Matemática da antiga 7ª e 8ª série do ensino Fundamental. Com um olhar marcante e uma personalidade bastante forte, sabia chamar a atenção quando havia as conversas paralelas sem fazer o uso do grito ou da voz alta, bastava uma frase: “cadê o silêncio!” Fazia o uso do humor para quebrar um pouco da tensão do aprender e orava conosco todas as sextas - feiras para agradecer a Deus da semana que estava se encerrando.
Em suas aulas dinâmicas passava o conteúdo, explicava passo-a - passo a matéria e quando tínhamos dúvida parava tudo, usando a expressão “stop: aluno com dúvida” se precisasse ia até as carteiras e atendia individualmente cada aluno. Não tinha pressa em suas aulas.
As provas eram abertas e além das provas bimestrais pontuava nossa participação e realizava alguns trabalhos em grupos. Não me lembro de algum aluno, daqueles que se dedicavam a estudar, ser reprovado ou ter ficado em recuperação com ela. Algo que ficou marcante em minha memória era uma dica que ela sempre nos dava: “leiam muito, tudo se possível, pois a leitura auxilia a esclarecer todos os problemas matemáticos e todas as questões do vestibular.”
O tempo passou e hoje estou aqui no Curso de Pedagogia, podendo contar um pouco desta experiência saudosista com minha professora de matemática, aquela que levarei em minhas lembranças por toda minha vida.
Por Adriana
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